sexta-feira, 30 de março de 2012

Pseudo Apóstolos e Marketing pessoal no século XXI



                No mundo contemporâneo diante dos avanços tecnológicos e na rapidez no processo de comunicação encontra-se um “novo” cenário naquilo que por ao longo dos séculos permeia a sociedade e as pessoas inseridas nela. Diante do crescimento econômico e social no Brasil torna-se notório também o crescimento de outros segmentos dentro os quais o religioso. É impressionante ver como o segmento chamando “evangélico” cresceu nas ultimas décadas.  E como este segmento tem influenciado a vida de milhares de pessoas e também a sociedade atual.
                Os chamados “evangélicos” cresceram significativamente nas ultima décadas e logicamente  apareceram também aqueles responsáveis por “liderar” e “cuidar” dos novos cristãos com isso surgiram os grandes lideres famosos e polêmicos com ideologias e métodos que muitas vezem são questionáveis se afrontados com aquilo que é o manual de fé e de conduta do cristianismo, ou seja a Bíblia.
                A busca pelo reconhecimento e representatividade dentro da sociedade motiva esses “lideres” a uma guerra interdenominacional onde todas as armas são validas na luta para alcançar o ponto máximo de reconhecimento social.  Em algumas denominações Neopentecostal a busca por reconhecimento e pelo domínio e controle de seus fies motivam lideres a criarem um “plano de carreira” espiritual. O que isso que dizer? Partindo de estratégias de negócios e da logica de planos de carreiras do mercado de trabalho secular copiam o modelo de cargos e carreiras. Onde o objetivo e buscar o ponto mais alto dentro da organização. Mas, diferentemente do modelo secular o único a atingir o top e aquele que é o líder maior ou fundador da igreja.
                O que leva e motiva um “líder espiritual” a buscar a gloria pessoal ao invés de Glorificar a Deus? Homens que se dizem “santos” ou denominados “autoridade divina” se autodenominam “apóstolos”, meramente por um capricho ou necessidade de reconhecimento se colocam nessa posição de mediadores entre os homens “comuns” e Deus. A Bíblia diz claramente que todos somos iguais diante de Deus e que o único mediador nessa relação e Jesus Cristo. A pergunta que fica é a seguinte será que as sagradas escrituras estão erradas? Será que com o avanço tecnológico e o modelo atual de sociedade torna-se necessário haver mais intermediadores entre Deus e os homens?
                Voltando aquilo que representa o plano de carreira espiritual da “igreja” moderna. Tudo começa quando alguém decide a fazer parte desse grupo religioso, esse recém “convertido” em muitos casos “convencidos” são chamados de “discípulo” e logicamente para ser um discípulo é necessário alguém para ser o “discipulador”, e esse discipulador precisa de alguém para lhe liderar ai entra a função de “líder”, que por sua vez deve subordinação aos “pastores” e estes são subordinados ao “Bispo” e esse ao “Apostolo”. Dentro desta estrutura tem se um padrão onde a autoridade dos superiores são inquestionável mesmo quando errados. A chamada “autoridade divina” não pode ser questionada. E a palavra do “apostolo” é plena e absoluta não podendo nunca ser questionada por seus seguidores.
                Se Cristo veio ao mundo para libertar a humanidade da escravidão do pecado e da morte eterna então por que muitas “denominações” escravizam e procuram ter controle total sobre a vida de seus seguidores? Paradoxo?! Parece que o avanço tecnológico e a facilidade de acesso ao conhecimento não torna as pessoas mais inteligentes e informadas... Partindo de uma analise sobre o povo Brasileiro historicamente tem sido dominado e controlado através dos tempos e sempre tendo em mente uma “falsa” sensação de liberdade. Por décadas os Brasileiros são vitimas de políticos corruptos que usam da mídia e programas sociais e como também o investimento de milhões e milhões na promoção e organização de infinitos campeonatos de futebol usando dinheiro publico com o único objetivo de manter as pessoas alheias da dura verdade.
                Voltando ao ponto anterior se somos todos iguais perante Deus qual a razão e o porquê de tantos lugares de destaque nos púlpitos das igrejas? É algo normal ver varias pessoas sentadas em posições de honra onde podem ser vistos e contemplados pela congregação. Por que precisa de tantos lugares de honra para homens onde apenas um deveria ser honrado? À medida que o ego do homem se enche e a busca de reconhecimento passa a ser uma constante. O homem se autodenomina mediador entre Deus e os homens. A gloria passa a ser dele e não daquele que realmente deveria ser glorificado. “Não se pode encher de azeite um vaso que já esta cheio de agua...” a verdade e que não há espaço para a Gloria de Deus onde há a gloria humana.
                E necessário despir-se dos trajes de gloria e vestir-se com as vestes da humildade e ser chamado de servo para que então o verdadeiro Deus possa ser glorificado. A aqueles que se intitulam “apóstolos” é necessário descer do salto auto do egoísmo e realização pessoal e então entender que todos somos iguais diante de Deus. O titulo de “apostolo” não torna ninguém mais santo ou justo do que os outros afinal Judas era um dos apóstolos e foi ele que traiu Jesus...  Talvez a busca pelo reconhecimento e status seja a versão moderna de trair Jesus e tentar tirar o lugar que é dele na igreja contemporânea. 

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